Dicas de fotografia (parte 016)

Toda fotografia deve ser dotada de elementos de atração, organizados de forma a conduzir a experiência do visual do observador. Já falamos sobre vários conceitos para que este objetivo seja alcançado. Hoje falaremos de separação e junção de planos alcançados por nitidez e dissolução da mesma.
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A mão e a folha formam o conjunto de elementos que oferece maior interesse ao observador. O fundo (diluído) não participa ativamente. Podemos “fatiar” esta imagem em duas partes, sendo:
  • Plano principal.
  • Segundo plano.
O plano principal é o que retém a maior porção da nossa atenção. Tomo como exemplo uma peça de teatro. A nossa atenção se dirige para o palco, onde o nosso foco fica (na maior parte do tempo) no elenco e no cenário. Por outro lado, o plano principal não trata somente de um conceito técnico para destacar o que interessa.

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O segundo plano pode contribuir para criar o contexto para o episódio que se desenrola. No caso acima, o fundo tem a função de criar o ambiente (palco da nossa peça), de forma que o observador queira estar naquele local por diversos motivos, seja para curtir o clima, uma caminhada... o contato com a natureza e etc.

Comparando o exemplo acima e o anterior, qual é o melhor? Na verdade, ambos cumprem o seu papel em contextos diferentes. Na primeira fotografia o autor destaca a beleza da folha, na segunda fotografia o autor destaca a beleza de uma semente e a vida resultante (árvores ao fundo).

Que interessante... então a relação entre os planos é um fator determinante para o que pretendo registrar? Sim, mas antes devo compreender o que desejo “escrever” com uma fotografia.

Há quem se preocupe apenas em dizer: Que desfoque bonito? Mas será que esta mesma pessoa está percebendo qual é o motivo daquele “desfoque bonito”?

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Podemos fatiar uma fotografia em outros planos. O caso acima serve para ilustrar que o plano principal pode estar entre um plano frontal (ou anterior) e segundo plano (ou posterior). A região com maior nitidez está compreendida por algo que chamamos de profundidade de campo.

Quando usamos a profundidade de campo, aumentamos a sensação de tridimensionalidade. Isso é cativante e seu exercício é altamente recomendado.

Não se esqueça de observar outras fotografias... sempre busque uma relação racional para a alma da composição. De nada adianta ter técnica e não saber relacioná-la com elementos que contribuam para o objetivo daquela imagem. O julgamento, embora seja delicado, é fundamental na formação do artista.

Lembre-se de sempre contar histórias com os recursos que tem... mesmo que a câmera seja a mais modesta. Dispositivos são apenas ferramentas ou extensões físicas de uma pessoa, assim como um pincel ou instrumento musical.

Na próxima dica falarei sobre formas de se trabalhar para reduzir ou aumentar a profundidade de campo.


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