Dicas de fotografia (parte 011)

Um dos exercícios mais simples na fotografia é observar o mundo em busca de repetições e padrões. O padrão (ou repetição) pode ser encontrado na natureza ou pode ter sido construído por nós.
Este elemento de composição proporciona ritmo e harmonia, tal como notas musicais que se repetem.
Em todo elemento gráfico de impacto, como linhas, cores, contornos e formas encontramos repetições.


Padrões e repetições

Uma vez entendido, fica fácil de reconhecer em qualquer lugar que olhe. Basta “recortar” com a mente algo assim:


https://unsplash.com/henrydoe

Vá numa feira livre, experimente entrar numa loja de tecidos ou qualquer local em que encontre produtos e alimentos a venda. Olhe para pães franceses, feijões, cortinas, lençóis, rostos na multidão, carros estacionados, flores... Em tudo temos repetições.
O “segredo” para encontra-los é isolar um elemento que preencha todo a área da imagem.


https://unsplash.com/motioq

Uma folha é suficiente. No caso acima o padrão ocorre por linhas e formas que parecem com um quebra-cabeças.

Observe construções e explore diferentes ângulos.

https://unsplash.com/maya

Excluindo o que estiver ao redor, o padrão se torna uma repetição “infinita”, que se estende para fora da área que contém a sua visão. O observador terá uma sensação dominante de continuidade “perpétua”.


https://unsplash.com/archduk3

Quebrar padrões

A quebra de um padrão cria um ponto de “descanso” para os olhos. Para onde quer que o observador vá, há o retorno para o ponto de interrupção.
Imagine-se fotografando um padrão com dezenas de laranjas, agora imagine que há uma maçã num dos pontos de ouro que aprendemos antes... percebeu? A maçã será a interrupção.
Na fotografia abaixo, quem são os interruptores?


https://unsplash.com/needle50k

Na fotografia acima, bem como em todas as anteriores, temos movimento. Todo padrão gera movimento.
Vamos voltar a observar uma das fotografias publicadas, mas desta vez com um olhar artistico e subjetivo.

As janelas parecem pássaros voando para a parte de cima da fotografia. As linhas implícitas (e o contato que temos com o mundo tridimensional) transportam-nos de baixo para cima, num movimento contínuo.

Arte dos padrões

Ao entender como os olhos podem ser atraídos e como podemos navegar, grandes imagens ocorrem a partir de coisas simples.


https://unsplash.com/samuelzeller

As formas acima criam movimento a partir do contraste e a curva dá impressão de que uma onda está se formando ou, se eu usar um pouco mais de imaginação, alguém poderia descer escorregando para uma queda no desconhecido.

Senso de proporção

Com padrões, desde que o objeto não seja claramente reconhecido (como a fotografia das bananas, prédios, folha e janelas desta dia), o observador perde o senso de tamanho ou proporção entre objetos. Mas isto eu deixo para você pesquisar.

Exercite...

Procure exercitar o que temos visto. Só assim iremos doutrinar o olhar para a busca de imagens (fotografias) cativantes.


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